sábado, 5 de novembro de 2011

Direito ao delírio

Queridos e queridas do Curso de Administração,

Para vocês, com carinho e saudade...


Grande abraço.

Fábio.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Aula de amanhã (dia 08.09.2011) suspensa

Prezados alunos e alunas,

Por motivos maiores amanhã não teremos aula. Peço a todos, contudo, que aproveitem o tempo para a realização das atividades e estudem para a prova da semana que vem. Os assuntos são todos que discutimos até o momento e os materiais estão no blog e na pasta da disciplina. Quaisquer dúvidas é só comunicar.

Grande abraço.

Fábio Nunes.

Informações sobre novas atividades

Prezado(a)s estudantes de Metodologia Científica,

No e-mail da turma constam os passos para a realização de duas novas atividades da disciplina. Quaisquer dúvidas é só me comunicar.

Atenciosamente.

Prof. Fábio Nunes.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

“A ciência só pode afirmar o que é , e não o que deve ser" (Albert Einstein)

Prezado(a)s estudantes,

Baseando-se na epígrafe acima escreva uma dissertação, seguindo as seguintes orientações:

a) Introdução: um parágrafo de 3 a 4 linhas;

b) Desenvolvimento: dois parágrafos de 4 a 5 linhas cada;

c) Conclusão: um parágrafo de 3 a 5 linhas.

Atenciosamente.

Prof. Fábio Nunes.

sábado, 30 de julho de 2011

Trabalho

1) Explique e exemplifique os diversos passos do método científico: observação, hipóteses, experimentação, lei e teoria.
2) “Uma experiência da física não é simplesmente a observação de um fenômeno; é, além disso, a interpretação teórica desse fenômeno”. A partir da citação, explique porque na ciência não há “fato bruto”.
3) Relacione o trabalho do cientista quando cria uma hipótese ao trabalho do artista.

O livro "Convite à Filosofia" de Marilena Chauí também poderá ajudá-los:

Método Científico

Prezado(a)s estudantes,

O vídeo abaixo é para ajudar na resolução das questões propostas em nossa última aula.


Abraço.

Prof. Fábio Nunes.

Método Científico

Prezado(a)s estudantes,

O vídeo abaixo é para ajudar na resolução das questões propostas em nossa última aula.



Grande abraço.

Prof. Fábio Nunes.

Luz, Trevas e o Método Científico (Parte 7 de 7 - Português)

Luz, Trevas e o Método Científico (Parte 6 de 7 - Português)

Luz, Trevas e o Método Científico (Parte 5 de 7 - Português)

Luz, Trevas e o Método Científico (Parte 4 de 7 - Português)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Luz, Trevas e o Método Científico (Parte 3 de 7 - Português)

Prezados e prezadas estudantes,

O vídeo abaixo é a terceira parte de nossa discussão em sala de aula. Reflitam, ampliem os conhecimentos e teçam comentários.



Grande abraço.


Prof. Fábio Nunes.

Luz, Trevas e o Método Científico (Parte 2 de 7 - Português)

Prezados e prezadas estudantes,

O vídeo abaixo é a segunda parte de nossa discussão em sala de aula. Reflitam, ampliem os conhecimentos e teçam comentários.



Grande abraço.


Prof. Fábio Nunes.

Luz, Trevas e o Método Científico (Parte 1 de 7 - Português)

Prezados e prezadas estudantes,


O vídeo abaixo é a primeira parte de nossa discussão em sala de aula. Reflitam, ampliem os conhecimentos e teçam comentários.


Grande abraço.


Prof. Fábio Nunes.



quarta-feira, 13 de julho de 2011

À procura do coelho

Alice estava começando a ficar muito cansada de estar sentada ao lado de sua irmã e não ter nada para fazer: uma vez ou duas ela dava uma olhadinha no livro que a irmã lia, mas não havia figuras ou diálogos nele e “para que serve um livro”, pensou Alice, “sem figuras nem diálogos?”

Então, ela pensava consigo mesma (...) se o prazer de fazer um colar de margaridas era mais forte do que o esforço de ter de levantar e colher as margaridas, quando subitamente um Coelho Branco com olhos cor-de-rosa passou correndo perto dela. (...) o Coelho tirou um relógio do bolso do colete e olhou para ele, apressando-se a seguir. Alice pôs-se em pé e lhe passou a idéia pela mente como um relâmpago, que ela nunca vira antes um coelho com um bolso no colete e menos ainda com um relógio para tirar dele. Ardendo de curiosidade, ela correu pelo campo atrás dele, a tempo de vê-lo saltar para dentro de uma grande toca de coelho embaixo da cerca. No mesmo instante, Alice entrou atrás dele (...).  (As aventuras de Alice no país das maravilhas, Lewis Carroll, 2005).


Em nossa primeira aula você iniciou uma viagem fantástica através do conhecimento e,  se não percebeu, tirou o Coelho da Cartola. Psiu, você percebeu? Talvez você não tenha percebido porque não viu o Coelho ou será que viu? De qualquer sorte, ele já saiu da cartola e agora está a correr afoito, a te incomodar... O que fazer agora? Ficar parado tecendo “um colar de margaridas sem o esforço de colhê-las?” Vai navegante, avante!!! Vá à procura do coelho, pois o tempo avança... Quem sabe na jornada você não adquire dons mágicos? 

Hei, o coelho te convida a conhecer um novo mundo. Um mundo incrível... Hei, o coelho te convida a conhecer, como fez com Alice, basta segui-lo. Mas o que é conhecer? Isto é possível? Existem meios ou formas de se conhecer? Se existem meios ou formas de se conhecer, como procedem para chegar ao conhecimento? E uma forma é mais importante do que outra ou são complementares

Prezados e prezadas estudantes, as questões supracitadas começaram a ser discutidas em nossa primeira aula. Você percebeu? São questões relevantes e que foram fundamentais para o desenvolvimento da humanidade, você sabia?

Quero conversar mais sobre o assunto em nossa segunda aula. Vocês poderiam me acompanhar ao campo, colher margaridas e tecer um lindo colar?

Abraços.

Prof. Fábio Nunes.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Para que Filosofia?

Ora, muitos fazem uma outra pergunta: afinal, para que Filosofia?
É uma pergunta interessante. Não vemos nem ouvimos ninguém perguntar, por
exemplo, para que matemática ou física? Para que geografia ou geologia? Para
que história ou sociologia? Para que biologia ou psicologia? Para que astronomia
ou química? Para que pintura, literatura, música ou dança? Mas todo mundo acha
muito natural perguntar: Para que Filosofia?

Em geral, essa pergunta costuma receber uma resposta irônica, conhecida dos
estudantes de Filosofia: “A Filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o
mundo permanece tal e qual”. Ou seja, a Filosofia não serve para nada. Por isso,
se costuma chamar de “filósofo” alguém sempre distraído, com a cabeça no
mundo da lua, pensando e dizendo coisas que ninguém entende e que são
perfeitamente inúteis.

Essa pergunta, “Para que Filosofia?”, tem a sua razão de ser.
Em nossa cultura e em nossa sociedade, costumamos considerar que alguma
coisa só tem o direito de existir se tiver alguma finalidade prática, muito visível e
de utilidade imediata.

Por isso, ninguém pergunta para que as ciências, pois todo mundo imagina ver a
utilidade das ciências nos produtos da técnica, isto é, na aplicação científica à
realidade.

Todo mundo também imagina ver a utilidade das artes, tanto por causa da
compra e venda das obras de arte, quanto porque nossa cultura vê os artistas
como gênios que merecem ser valorizados para o elogio da humanidade.
Ninguém, todavia, consegue ver para que serviria a Filosofia, donde dizer-se: não
serve para coisa alguma.

Parece, porém, que o senso comum não enxerga algo que os cientistas sabem
muito bem. As ciências pretendem ser conhecimentos verdadeiros, obtidos graças
a procedimentos rigorosos de pensamento; pretendem agir sobre a realidade,
através de instrumentos e objetos técnicos; pretendem fazer progressos nos
conhecimentos, corrigindo-os e aumentando-os.

Ora, todas essas pretensões das ciências pressupõem que elas acreditam na
existência da verdade, de procedimentos corretos para bem usar o pensamento,
na tecnologia como aplicação prática de teorias, na racionalidade dos
conhecimentos, porque podem ser corrigidos e aperfeiçoados.


Verdade, pensamento, procedimentos especiais para conhecer fatos, relação entre
teoria e prática, correção e acúmulo de saberes: tudo isso não é ciência, são
questões filosóficas. O cientista parte delas como questões já respondidas, mas é
a Filosofia quem as formula e busca respostas para elas.

Assim, o trabalho das ciências pressupõe, como condição, o trabalho da
Filosofia, mesmo que o cientista não seja filósofo. No entanto, como apenas os
cientistas e filósofos sabem disso, o senso comum continua afirmando que a
Filosofia não serve para nada.

Para dar alguma utilidade à Filosofia, muitos consideram que, de fato, a Filosofia
não serviria para nada, se “servir” fosse entendido como a possibilidade de fazer
usos técnicos dos produtos filosóficos ou dar-lhes utilidade econômica, obtendo
lucros com eles; consideram também que a Filosofia nada teria a ver com a
ciência e a técnica.

Para quem pensa dessa forma, o principal para a Filosofia não seriam os
conhecimentos (que ficam por conta da ciência), nem as aplicações de teorias
(que ficam por conta da tecnologia), mas o ensinamento moral ou ético. A
Filosofia seria a arte do bem viver. Estudando as paixões e os vícios humanos, a
liberdade e a vontade, analisando a capacidade de nossa razão para impor limites
aos nossos desejos e paixões, ensinando-nos a viver de modo honesto e justo na
companhia dos outros seres humanos, a Filosofia teria como finalidade ensinarnos
a virtude, que é o princípio do bem-viver.

Essa definição da Filosofia, porém, não nos ajuda muito. De fato, mesmo para ser
uma arte moral ou ética, ou uma arte do bem-viver, a Filosofia continua fazendo
suas perguntas desconcertantes e embaraçosas: O que é o homem? O que é a
vontade? O que é a paixão? O que é a razão? O que é o vício? O que é a virtude?
O que é a liberdade? Como nos tornamos livres, racionais e virtuosos? Por que a
liberdade e a virtude são valores para os seres humanos? O que é um valor? Por
que avaliamos os sentimentos e as ações humanas?

Assim, mesmo se disséssemos que o objeto da Filosofia não é o conhecimento da
realidade, nem o conhecimento da nossa capacidade para conhecer, mesmo se
disséssemos que o objeto da Filosofia é apenas a vida moral ou ética, ainda
assim, o estilo filosófico e a atitude filosófica permaneceriam os mesmos, pois
as perguntas filosóficas - o que, por que e como - permanecem.

(Texto extraído do livro "Convite à Filosofia", da Profa. Marilena Chauí)

Conheça mais acessando link abaixo:

http://www.uff.br/cienciainformacao/Disciplinas/CHAUIconvitea_filo.pdf


Grande abraço.

Fábio.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Metodologia Científica

Prezado(a)s estudantes,

O nosso primeiro encontro, o nosso primeiro "banquete" foi especial. Agradeço pelo carinho, pela participação e empenho. Deixo um forte abraço e desejo a todos e a todas fortuna nos caminhos que irão trilhar através do (auto)conhecimento. Como diz Kalil Gibran em "O profeta": "Vosso coração conhece em silêncio o segredo dos dias e das noites. Mas vossos ouvidos têm sede do som do conhecimento do vosso coração. Sabereis em palavras o que sempre soubestes em pensamento. Tocareis com vosso dedos o corpo desnudo dos vossos sonhos..." Por isso, eu vos digo, deixe o conhecimento  de seu "coração" se manifestar em ações em suas vidas.

Grande abraço,

Fábio.

domingo, 3 de julho de 2011

I`ll be there

"You and I must make a pact
We must bring salvation back
Where there is love, I'll be there
(I'll be there)

I'll reach out my hand to you,
I'll have faith in all you do
Just call my name and I'll be there..."

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Love, oh love!

Stand by me



“When the night has come
And the land is dark
And the moon is the only light we see
No I won't be afraid
No I won't be afraid

Just as long as you stand, stand by me 


And darling, darling stand by me
Oh, now, now, stand by me
Stand by me, stand by me”

terça-feira, 28 de junho de 2011

Sentimento

Um dia naquelas areias do deserto me dissestes que sobreviveria e eu tão certo de minha dor não acreditei. Passa o tempo e mil e uma noites já não são suficientes para contar a minha história, então eu descobri que as intempéries do deserto podem contar uma verdadeira história de amor: a de um jovem bardo que perambula pelas fronteiras do eu (re)aprendendo a amar.

Amor triunfal

Amo as sombras porque elas me revelam a luz
e as rosas porque não me amam...

Amo os sonhos porque me dizem quem sou
e o despertar porque me diz que é hora de acordar...

Amo as noites sem estrelas e sem luar
e as sombras de um choro estonteante...

Amo porque me dizem que não me amam, 
e assim eu aprendo a amar...

Templo

Meu coração é um templo
e o seu pulsar é uma oração do Universo,
um altar que emerge em prosa ou em verso
com incenso e canções, representando o que sou:
obra-prima, sol e lua, lua e sol,
deixando fluir a beleza  
de quem o criou.


domingo, 19 de junho de 2011

Despertar

O sol que arde com a mesma chama,
acordou os pássaros e as flores,
mas não as pessoas, 
por que será?



sábado, 18 de junho de 2011

Aquarelas

Existem pessoas que nos fazem desenhar o sol em nossos corações e acreditar na vida...
Existem pessoas que nos ensinam a navegar em navios de papel e a mergulhar nas tormentas e se alegrar com elas, nos mostrando que na vida passamos por turbulências, mas vale a pena viver para sentir o seu pulsar em nosso próprio coração.
Existem pessoas que nos ensinam a viajar dentro de bolhas de sabão, a olhar o mundo lá de cima observando as crianças todas pulando, sorrindo, gritando...
Existem pessoas que viajam pra longe estão tão perto, tão perto que dormimos com elas, sonhamos com elas e vivemos com elas, pois são parte insolúvel de nosso ser.
Existem pessoas que pintam aquarelas e que as reinventam em outros seres tecendo corações.

sábado, 28 de maio de 2011

A trajetória do herói

“Quando somos crianças a presença de heróis é uma constante em nossas vidas. Nessa fase nossa imaginação é muito fértil e nos permitimos ser quem queremos. O herói é uma representação da grandiosidade do potencial humano, no fundo sabemos que podemos ser muito mais do que aquilo que estamos manifestando no momento. Nosso inconsciente sabe que possuímos potencialidades que estão latentes e que se não forem trabalhadas, com o tempo serão atrofiadas e desaparecerão. Ele envia mensagens de admiração por aqueles que realizaram grandes feitos, querendo nos dizer que também podemos fazer tudo isso, basta que lutemos. (...) Para Joseph Campbell, um dos maiores estudiosos de mitos e lendas da história, existe dois tipos de mitos: aqueles que realizam proezas físicas, como salvar a vida de uma pessoa, fazer uma grande travessia, etc. e aqueles que atingem um estado superior de consciência e depois se determinam a ensinar outras pessoas uma mensagem. (...) Os heróis estão por aí, às vezes mais próximos do que imaginamos.” 


O herói está dentro de você... 


Prezado(a) navegante,



Nossa vida é um fluxo, como diria Heráclito. Estamos sempre a caminhar, chegando e partindo, aprendendo e ensinando, muitas vezes sem perceber. A jornada do herói se faz ao caminhar e o triunfo advém necessariamente do esforço empreendido para desfrutar a sabedoria do caminho, de saber triunfar sobre a derrota e a vitória. Contudo, o herói superior é aquele que volta para “a sua morada” e se propõe a ensinar os outros o caminho. Muitos se esquecem dos outros quando triunfam, mas estes não são heróis. Muitos ficam cegos pela ilusória luz da vaidade e se esquecem que o conhecimento deve ser semeado, mas estes não são heróis. Heróis são aqueles que amam semear, você é ou quer ser um semeador? É preciso para isto conhecer melhor a semente, para que possa manejá-la com segurança. Será que você fez isso conscientemente ao longo da trajetória de sua vida?


Physis: para quem quer viajar...

Esse é um convite para aquelas pessoas que amam viajar, para aquelas que sonham e procuram realizar seus sonhos. Você é uma dessas, por isso esse singelo convite chegou a suas mãos. Ele é único e intransferível, um passaporte pessoal para desvendar segredos incríveis, segredos que devem ser desvendados em prol da humanidade e de Gaia.

Psiu, você gosta de viajar? As pessoas têm preferências por diferentes tipos de coisas e assuntos: umas gostam de passear, outras curtem observar os astros ou os animais. Contudo, existem coisas e questões que deveriam interessar a todos como, por exemplo, viajar, refletir sobre quem somos e de onde viemos, porque as coisas são como são, porque existem desigualdades sociais, exclusão, fome ou sobre os elementos responsáveis pelas distintas configurações do mundo em que vivemos. Você crê que essas questões são importantes? Você sabia que essas e muitas outras têm sido pensadas e discutidas há muito tempo e as explanações para elas variam de acordo com o contexto histórico?

Os filósofos buscam verdades e por mais difícil que seja encontrá-las nunca devemos desistir ou pensar que não existam. Hoje em dia também devemos procurar nossas respostas e é importante conhecermos o que foi dito em outras épocas para que possamos formar uma opinião própria. O combustível especial para viajar através de segredos incríveis está dentro de você, trata-se do desejo de viajar, de sonhar em habitar as estrelas, de admirar-se com o mundo, de procurar respostas e soluções para as distintas (re)configurações do espaço em que vivemos. Admirar-se com o mundo é o princípio para ser um filosofante, isto quer dizer que para ser um bom navegador das estrelas é preciso ser, antes de tudo, um filósofo, ou seja, aquele que se admira constantemente com as coisas.

Psiu, você realmente quer viajar? Physis é para quem quer viajar, para quem sonha e quer realizar seus sonhos, mas tudo começa em um ponto dentro de você...




sexta-feira, 27 de maio de 2011

O Pálido Ponto Azul

Para refletir...

A Pedra Filosofal

Não precisamos nem mesmo nos arriscar sozinhos na aventura, pois os heróis de todos os tempos já foram à nossa frente. O labirinto é bem conhecido só temos que seguir os passos do herói. E onde pensávamos encontrar algo abominável encontramos um deus. E onde pensávamos que teríamos de matar alguém teremos de matar a nós mesmos. E quando pensávamos viajar para fora chegaremos bem no centro da nossa própria existência. E onde pensávamos estar sozinhos, estaremos em companhia do mundo inteiro (CAMPBELL, 2005).

Fábio Carvalho Nunes

O conhecimento nasce do espanto, ou seja, quando o ser humano se assombra com o mundo e indaga sobre a realidade. Platão já dizia que a filosofia nasce do assombro (MAGAEE, 2001), os mitos também irrompiam da perplexidade, dos esforços engenhosos do homem primitivo para explicar o mundo ameaçador e desconcertante à sua volta[1] (FREUND, 2008). A mitologia grega é reveladora a este respeito, como nos ensina Unger (2000), ela nos diz que Íris (a mensageira dos deuses), aquela que faz a ponte entre o homem e sua transcendência, é filha de Thaumas, o espanto. Tanto Platão quanto Aristóteles se reportam a este mito para dizer que o espanto é arché, princípio de criação, de conhecimento. O espanto, a perplexidade permite a irrupção do sagrado, por isso é fonte de criação, porque é uma força desorganizadora, subversiva, titânica (UNGER, 2000). A ciência é filha da tradição sagrada e profana do ato de perguntar, linhagem de Thaumas.  

O princípio fundamental da ciência é a pergunta, o levantamento de uma questão norteia uma série de procedimentos considerados racionalmente adequados para respondê-la. Quando pergunta o cientista é comovido pela mesma inquietação de seus ancestrais: respondê-la. Para responder as questões formuladas o ser humano realiza uma viagem através de seu corpo e mente fazendo emergir intuições e pensamentos, os quais nortearam caminhos a seguir.   

O homem moderno ou pós-moderno inicialmente realiza a mesma viagem que seus ancestrais na busca pelo conhecimento, só que os caminhos para adquirir as respostas são diferentes. O resultado é elaborado e apresentado de diferentes maneiras, contudo sempre através de uma história, de uma narrativa, que pode ser mais ou menos convincente, mas sempre uma história. Por isso, todo cientista é um contador de histórias, elo profundo com as raízes do saber primevo, mesmo que não se dê conta ou procure esconder.

Todo cientista tem um quê de criador de mitos, às vezes no anseio de sacralizar o seu estudo ou algo que ajudou a desvendar. Muitas histórias foram criadas ao longo da trajetória científica, algumas embriagantes, alucinógenas. Talvez a mais embriagante, a capaz de causar as maiores alucinações, diz que a ciência é a única forma plausível de aproximação da realidade, ou pior, que é a única maneira de se alcançar a “verdade”.

Felizmente, “a verdade científica” é provisória e nesse aspecto é também muito similar ao mito. Se a hipótese de Laplace para explicar a origem da Terra e do Sistema Solar não é mais válida, sob que aspectos, como indaga Freund (2008), as teorias outrora cientificamente aceitas são diferentes dos mitos? Felizmente estão despertando desse acorde entorpecente.

Tem-se observado nos últimos anos vários movimentos que estão (re)aproximando ciência, filosofia, arte e religião, fazendo emergir um momento importante para grandes inovações e construções significativas em todos os âmbitos da sociedade. Talvez esse momento oportuno possa ajudar o ser humano a perceber, de fato, que deve preferir o diálogo, respeitar os diversos olhares, escutar os diferentes saberes. Ver através de outras lentes amplia as fronteiras de nossa percepção, de nosso entendimento do mundo, do outro e de nós mesmos. Ampliamos nossa cultura e a visão do real se expande, permitindo que novos paradigmas se instalem (NUNES, 2009).

O diálogo entre os diferentes saberes poderá conduzir a humanidade a um conhecimento singular e mais profícuo da realidade, o que (re)significará a sua existência, possibilitando a construção de relações mais íntimas com o mundo. Como, por exemplo, construir condomínios, praças, escolas, cidades, leis mais justas, mais condizentes com a sociedade se não valorizam os diferentes saberes, se não oportunizam o diálogo, se não consideram a visão e a percepção de mundo dos concidadãos? 

O diálogo entre os saberes poderá conduzir à pedra filosofal, capaz de realizar uma profunda transformação no ser humano. Mas o que é a pedra filosofal? A palavra pedra advém do grego “pétra”, que pode significar superfície rígida que dá suporte. Pedra filosofal pode ser entendida como a “base de um saber notável” ou da sabedoria e que em árabe se diz “al kimia” – a alquímica representaria, por isso, um saber extraordinário, capaz de realizar transmutações. Mas qual a verdadeira força capaz de transformar o indivíduo? De onde pode emergir? Certamente das profundezas de seu interior, através do autoconhecimento.

O autoconhecimento e sua busca alicerçam a humanidade, significam a existência, sinalizam a jornada e apontam para a transcendência, porque amam o conhecimento e tecem teias, redes que apuram sentidos. A verdadeira pedra filosofal está dentro de cada homem ou mulher, por isso o “conhece-te a ti mesmo” é tão profundo, universal, fundamental para a transcendência.  

A busca pelo autoconhecimento é uma das estratégias mais fascinantes e importantes desenvolvidas por nossa espécie e, certamente, conduzir-nos-á a um novo patamar de consciência e de convivência universal. Por isso nossos ancestrais, íntimos conhecedores da alma humana, valorizavam nos mitos histórias que conduziam à reflexão sobre os princípios, valores, sobre a relação com a casa (interior e exterior). 

O ser humano é a natureza tomando consciência de si mesma, como dizia o geógrafo francês Eliseé Reclus, e como natureza é “doce ou atroz”, “manso ou feroz” e caçador de si mesmo. Ás vezes eu penso na Terra como uma escola e no ser humano como seu maior aprendiz. Como todo grande discípulo, questiona o que lhe foi ensinado, acerta e erra tudo ao mesmo tempo, mas o incrível, o incrível é perceber que no caminho ele aprende, aprende inclusive a amar a sua inconstância. Assim, a natureza da qual pertence, vai tomando consciência de si mesma, por isso, eu acredito no futuro, porque acredito na Natureza, que transforma água em vinho, sol em chuva, pedra em ouro, surtos em elixir de longa vida.

REFERÊNCIAS

CAMPBELL, J. O Poder do Mito. São Paulo: Palas Athena, 1a edição. 1990. 242p.
CAMPBELL, J. A saga do herói. In: O Poder do Mito. DVD, Estúdio Log On/Culturamarcas, São Paulo, 1a edição. 2005.
FREUND, P. Mitos da criação: as origens do universo nas religiões, na mitologia, na psicologia e na ciência. São Paulo, Editora Cultrix, 2008. 248p.
MAGAEE, B. História da Filosofia. São Paulo, Edições Loyola, 3a edição. 2001. 240p.
NUNES, F. C. Um espaço para a solidariedade: reflexões a partir do livro Ensaio sobre a cegueira. Revista Garrafa (PPGL/UFRJ). , v.19, p.1 - 10, 2009.
UNGER, N. M. O encantamento do humano: Ecologia e espiritualidade. Edições Loyola, São Paulo, Brasil. 2ª edição, 2000. 94p.



[1] Os mitos ainda habitam o cotidiano da humanidade, essa forma criativa de explicar a realidade emerge em todos os âmbitos, nas ruas, nas igrejas, nas escolas, na Academia. Como nos ensina Joseph Campbell (1990), a mitologia é a canção do universo, a música das esferas, música que nós dançamos mesmo quando não somos capazes de reconhecer a melodia.